sábado, 9 de agosto de 2008

Os brasileiros na NBA


Com o início dos Jogos Olímpicos de Pequim, vamos falar daqueles que não estarão na disputa do torneio: os brasileiros. Iremos, cronologicamente, lembrar de como eles foram aparecendo na liga e, por consequência, nos dando esperança de dias melhores para a nossa seleção.

Já em 2002, a situação do Brasil no cenário do basquete internacional era preocupante, pois, já naquela época, nossa seleção parecia não ter forças para enfrentar as principais potências do mundo. Enquanto isso, nos Estados Unidos, no Draft daquele mesmo ano, o New York Knicks, com a sétima escolha, selecionou Nenê Hilário, que seria o primeiro brasileiro a jogar uma temporada completa na NBA. Aquilo foi um grande acontecimento. Para se ter idéia, Nenê foi escolhido antes do que jogadores como Amare Stoudamire, Caron Butler, Tayshaun Prince e Carlos Boozer.

Na mesma noite, a direção do Knicks decidiu negociar a sua escolha, junto com o pivô Marcus Camby, com o Denver Nuggets, em troca de Antonio McDyess. Para Nenê, era o lugar perfeito para iniciar a sua trajetória na liga: com pouca pressão nos seus ombros. Com a contusão de Camby, o brasileiro assumiu a vaga de center no quinteto inicial da equipe. Em seu primeiro ano, atuou em 80 partidas e teve médias de 10.5 pontos e 6.1 rebotes por jogo. Disputou o jogo dos novatos no All-Star Game de 2003. Era uma promessa, sem dúvidas. Certa vez, Dirk Nowitzki deu uma entrevista à ESPN Brasil e declarou que Nenê tinha tudo para se tornar uma das estrelas da liga.
Mas o Denver, que era uma equipe muito fraca, foi se fortalecendo. Com a chegada de Carmelo Anthony através do Draft de 2003, Nenê aumentou um pouco as suas médias no seu segundo ano e o Nuggets chegou aos playoffs. Logo a partir da sua terceira temporada, Nenê passou a perder parte da sua importância para a equipe. Muito se deve às contusões e à contratação de Kenyon Martin, que deixou o brasileiro no banco de reservas. Somando as últimas três temporadas, Nenê jogou apenas 81 partidas. É claro que a batalha contra o câncer durante o último ano contribui muito com o seu grande tempo afastado das quadras e, consequentemente, com o estacionamento da sua evolução como jogador dentro da liga.
Um ano após a entrada de Nenê, foi a vez de Leandrinho Barbosa ser selecionado no final do Draft de 2003. Foi escolhido pelo San Antonio Spurs, mas foi trocado com o Phoenix Suns na mesma noite. E foi no time de Arizona que o jogador construiu a sua história. A princípio, amargou a reserva de Stephon Marbury. Quase nunca entrava em quadra, até uma negociação mudar o seu destino.

A negociação envolveu o seu grande amigo e titular absoluto da equipe Stephon Marbury, que foi para o New York Knicks. Howard Eisley, que também estava envolvido na troca, seria o titular. Mas a transação ocorreu no meio da temporada. E em uma partida contra o Chicago Bulls, o então técnico do Suns Mike D'Antoni não tinha muitas opções no elenco. Ainda não podia contar com os novos reforços. Leandrinho foi escalado como titular naquele embate. Sua ótima apresentação convenceu o treinador, que deixou o veterano Eisley como opção no banco de reservas.
Com a chegada de Steve Nash, Barbosa voltou à condição de reserva. Mas como já tinha certa confiança de D'Antoni, entrava cada vez mais nas partidas. Agradava tanto a comissão técnica que foi deslocado para a posição 2, para assim não precisar entrar em quadra apenas quando Nash tivesse cansado. Cada vez mais Leandrinho foi se firmando como peça importante na rotação do Phoenix Suns. Com sua velocidade e habilidade nos arremessos de média e longa distância, adaptou-se ao estilo de jogo que D'Antoni empregava na equipe: o Run and Gun. Na temporada 2006-07, venceu o prêmio de melhor sexto homem. É um dos grandes pontuadores da sua equipe. Tornou-se peça de fundamental importância para o time, conbiçado também por algumas outras franquias.

Alex Garcia, após impressionar Gregg Popovich em uma partida contra os Estados Unidos, foi contratado pelo San Antonio Spurs em 2003. Infelizmente, sofreu muito com seguidas contusões. Não teve uma oportunidade concreta de jogar. Teve também uma passagem-relâmpago pelo New Orleans Hornets. Mas, novamente, sofreu com lesões e deixou a NBA.

Em 2004, pela primeira vez na história, dois brasileiros tiveram seus nomes chamados na noite do Draft. O Toronto Raptors, com a oitava escolha, selecionou Rafael "Baby" Araújo, pivô que vinha de BYU. E Anderson Varejão foi recrutado pelo Orlando Magic no início do segundo round, mas foi negociado com o Cleveland Cavaliers. Ao fim daquela noite, muitos brasileiros que acompanhavam a cerimônia imaginavam como seria o futuro quinteto titular da seleção brasileira, já que haviam cinco representantes no melhor basquete do mundo. O futuro nunca pareceu tão promissor. De fato, a situação toda permitia com que tivéssemos esse tipo de pensamento.

Mas a trajetória de Baby foi apagadíssima. Em duas temporadas com o time canadense, não era nem de longe um titular absoluto, muito pelo contrário: atuava cerca de 15 minutos por jogo apenas, com médias que não ultrapassavam os 3.3 pontos e 3.1 rebotes por partida. Foi para o Utah Jazz e, mesmo nas mãos de Jerry Sloan, não conseguiu desenvolver o seu jogo. Após três temporadas, Baby se despedia da NBA e entrava para a história como uma daquelas péssimas escolhas de primeiro round nos Drafts.

Já Varejão teve uma história semelhante à de Leandrinho. Começou sem muito espaço no Cavaliers, mas foi agarrando as oportunidades que apareciam. Sua garra fora do comum e a grande aptidão defensiva fizeram com que Anderson caísse nas graças não só de seu técnico, mas também de sua torcida. Com exceção de Lebron James, Varejão é o jogador que mais vende camisas da sua equipe. Na Quicken Loans Arena, ginásio dos Cavaliers, a torcida compra perucas do Wild Thing - apelido que ganhou nos EUA - para assistir os jogos. Está bem longe de ser um dos grandes craques da NBA, mas é um jogador importante na rotação da sua equipe, muito útil defensivamente e um bom reboteiro. Quando requisitado, corresponde à altura do que se espera dele.

Marcus Vinícius também já esteve na NBA, mas sua trajetória se assemelha a de Rafael Araújo. Com pouco espaço, não deixou saudades no New Orleans Hornets, onde jogou 27 partidas ao longo de duas temporadas. Nesse ano, logo que chegou ao Memphis Grizzlies através de uma troca, foi dispensado. Não voltou mais à atuar na liga depois disso.

Ao longo dos últimos seis anos, colecionamos alguns sonhos, especialmente quando vimos alguns de nossos jogadores entrarem na melhor liga de basquete do mundo - isso sem falar naqueles que eram contratados por equipes européias. Especialmente quando Varejão e Baby entraram na liga, ao mesmo tempo em que Leandrinho ganhava destaque e Nenê era tido como uma grande promessa, muitos esperavam ansiosamente por um futuro esperançoso do nosso basquete. Entretanto, o progresso parou por aí. A Confederação Brasileira continuou a fazer o que sempre fez: nada. E alguns daqueles que estavam na NBA acabaram deixando a liga por deficiência.

Seis brasileiros estiveram na liga, mas hoje restam apenas três: Nenê, Leandrinho e Varejão. O primeiro, mesmo com um início de carreira muito promissor, ainda procura se firmar e voltar à evolução que vinha apresentando nos primeiros anos de carreira. E, após ter vencido a batalha pela vida no ano passado, terá condições de retomar seu caminho. Já os outros dois conquistaram seus espaços e dificilmente serão mais do que são hoje: bons reservas.

Em uma comparação com os argentinos, relacionamos o sucesso de seus atletas na NBA com o sucesso da seleção. A Argentina é a atual campeã olímpica e uma das poucas seleções no mundo capaz de enfrentar os americanos e os fazer com que eles se sintam ameaçados. Andrés Nocioni, Fabricio Oberto e Luis Scola chegaram na NBA e se estabeleceram em suas equipes. Walter Herrmann, mesmo com pouco tempo de quadra devido à grande concorrência no Detroit Pistons, assinou um novo contrato com a equipe. Carlos Delfino nunca foi um jogador que chamasse a atenção dentro da NBA, mas tanto no Pistons como no Toronto Raptors, tinha lá o seu papel vindo do banco de reservas e o desempenhava muito bem. Entretanto, com proposta financeiramente melhor, foi para a Europa. Por fim, Manu Ginóbili é gênio. Sua nacionalidade é como se fosse um detalhe perto do seu brilhantismo: não é um argentino dentro da NBA, é um grande jogador que nasceu na Argentina.

Talvez a ausência de um jogador decisivo, algo como Manu é para a Argentina, possa explicar alguns fracassos brasileiros. Ou então o número inferior de jogadores bem estabelecidos possa explicar parte da nossa inferioridade. Jonathan Tavernari, possivelmente, será mais um futuro representante do nosso basquete na NBA. Mas não é certo, não é lógico e não é justo colocarmos todas as nossas fichas nele. O que nós precisamos não é de um jogador como ele, e sim de mais jogadores como ele. Necessitamos de mais qualidade e, ao mesmo tempo, de mais quantidade.
Como se não bastasse tanta diferença entre a recente história de sucesso do basquete argentino com a do brasileiro, existe uma que, no momento, é a maior de todas. Ginóbili, Nocioni, Oberto, Scola e Herrmann também estão na NBA. Mas nenhum deles nunca se recusou a representar o seu país.

sábado, 19 de julho de 2008

Pronto para fazer história?

Derrick Rose foi a primeira escolha do Draft de 2008. O mais novo armador do Chicago Bulls declarou que, logo em seu ano de estréia, vai lutar para ser o melhor. Não se trata de vencer o Rookie of the Year, mas sim o cobiçado prêmio de MVP.

Se conseguir alcançar o seu objetivo, Rose definitivamente entrará para a história da NBA. Primeiro porque grandes astros do passado encerraram suas carreiras sem tal conquista. John Stockton, Scottie Pippen, Patrick Ewing e Reggie Miller são apenas alguns dos exemplos mais recentes que podemos citar. Além disso, Kobe Bryant, tido para muitos como o melhor na atualidade, foi o MVP pela primeira vez na última temporada.

Na história da NBA, apenas um jogador foi eleito o melhor da liga em seu ano de estréia. Trata-se de Wilt Chamberlain, que estreiou na liga na temporada de 1959-60 com médias de 37.6 pontos e 27 rebotes por partida e venceu o prêmio de MVP. Foi o primeiro dos quatro prêmios que ganhou na sua carreira.

Ao longo dos anos, com um maior grau de competitividade entre os times e o crescimento do nível dos jogadores de uma forma geral, ficou muito difícil de repetir o feito de Chamberlain. Bill Russell e Kareem Abdul-Jabbar, dois outros extraordinários pivôs da história da NBA, foram eleitos os melhores da liga quando estavam no segundo ano de suas carreiras. Nem mesmo Michael Jordan conseguiu reinar logo no seu ano de estréia, tendo conquistado seu primeiro MVP "apenas" na sua quarta temporada.

Para os torcedores, admiradores e simpatizantes do Chicago Bulls que se encheram de esperança com a aquisição do novo camisa 1, é necessário ter calma, muita calma. É raríssimo um jogador ingressar na liga e, logo de cara, comandar seu time às fases finais. Na final da Conferênica Leste desse ano, o novato do Detroit Pistons Rodney Stuckey se destacou pela sua personalidade. E na grande final de 2007, Daniel Gibson teve a mesma atitude e agradou os fãs do Cleveland Cavaliers. Entretanto, os dois jogadores não eram os comandantes de suas equipes, não eram nem titulares. E ambos saíram derrotados das séries que disputaram, já que o Boston Celtics eliminou o Pistons antes de ser campeão nesse ano e o Cavaliers foi varrido na final pelo San Antonio Spurs em 2007.

Nos últimos anos, nenhuma equipe campeã tinha um novato na liderança do elenco. Aliás, ao longo da história mais recente, poucos tinham uma participação de destaque durante os jogos. O Detroit Pistons foi campeão em 2003-04 e tinha no banco Darko Milicic, jogador que havia sido a segunda escolha geral do Draft de 2003, mas que terminou a temporada com uma média inferior a cinco minutos por partida. Em 1993-94, Sam Cassell estava no elenco campeão do Houston Rockets, mas ainda não tinha a mesma importância nem os mesmos minutos que viria a ter anos depois. O último novato que realmente foi determinante no título de sua equipe foi Magic Johnson, na temporada 1979-80. Mesmo assim, Johnson tinha ao seu lado outros grandes jogadores.

São apenas pequenos levantamentos históricos para ilustrar a dificuldade que terá Derrick Rose, se realmente quiser alcançar a sua meta. Vale lembrar também que nem sempre os melhores jogadores vencem o prêmio de melhor novato. Na temporada 2004-05, a discussão sobre quem deveria levar o prêmio se baseava em Ben Gordon e Emeka Okafor. O jogador do Bobcats levou a melhor, mas hoje é evidente que o melhor jogador daquele Draft é o superman Dwight Howard, do Orlando Magic. Dois anos antes, a situação era a mesma com LeBron James e Carmelo Anthony. James venceu e realmente é, na atualidade, muito mais jogador do que Anthony. Mas na época não era muito evidente a diferença entre os dois. E para falar somente em armadores, nada melhor que a safra de 2005, que trouxe Deron Williams e Chris Paul à liga. Os dois são hoje os mais talentosos jogadores que existem na posição. Contudo, não tiveram um grande impacto em suas equipes logo em suas chegadas, tendo o New Orleans Hornets, por exemplo, alcançado os playoffs apenas nessa última temporada.

Derrick Rose pode ter se precipitado um pouco ao querer mostrar um pouco de vontade a mais na sua declaração. Mas, ainda assim, é necessário dar tempo ao tempo e deixar o garoto se desenvolver naturalmente.

Agora sim.....tudo está perdido !


Infelizmente, a seleção masculina de basquete está fora dos Jogos Olímpicos em Pequim. Nessa sexta-feira a seleção Brasileira perdeu para a Alemanha por 78 a 65. O Brasil não se classifica para uma Olimpíada desde os Jogos de Atlanta, em 1996.

Depois de um primeiro quarto muito bom, perdendo apenas por 14 a 13, a seleção de Moncho parou em quadra no segundo e viu a Alemanha de Dirk Nowitzki deslanchar no placar. A partir dai o que se viu foi uma seleçào Brasileira abatida e sem reação em quadra e uma Alemanha apenas administrando a vantagem que tinha.

Um ponto relevante de ser comentado é o aproveitamento nas bolas de 3 pontos durante o jogo. Enquanto os alemães anotaram 13 ( sendo 5 do armador Pascal Roller ), o Brasil anotou apenas 3 de 21 tentativas. Um aproveitamento baixíssimo em se tratando de basquete de alto nível.

A seleção foi eliminada e ficará mais uma vez sem participar dos Jogos Olímpicos, mas fica aqui meu total respeito para com esse grupo que foi dar a cara a tapa em Atenas atrás dessa vaga. E fica também meu repúdio para alguns jogadores ( Leandro Barbosa, Nene, Varejão, Guilherme e Valtinho ) que pediram dispensa alegando problemas de ordem médica.

Quem sabe se tivessemos esses jogadores poderiamos estar comemorando uma vaga Olímpica ao invés de lamentar a derrota. Mas isso é apenas uma suposição, e acredito que em toda derrota devemos tirar alguma lição, e que o Brasil tenha aprendido algo com tudo isso, não dentro da quadra, mas fora dela. É preciso mais atenção, mais incentivo, mais investimento, mais respeito e muito mais organização. O basquete brasileiro merece isso, e nós, fãs do esporte, também!

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Nada está perdido......ainda !


A seleção masculina de basquete perdeu hoje para a forte equipe da Grécia pelo pré-olímpico mundial em Atenas. O placar final foi 89 a 69.

Como eu disse, no jogo contra o Líbano, não havia a possibilidade de analisar o time brasileiro pois o adversário era fraco. Mas hoje, depois do jogo contra os gregos, posso dizer que as coisas não estão boas para o time de Moncho Monsalve.

Depois de fazer um primeiro quarto muito bom, perdendo por apenas 18 a 17, se perdeu no segundo quarto contra uma defesa muito agressiva por parte dos gregos. Os brasileiros não conseguiram respirar com essa defesa e nossa válvula de escape, Marcelinho Huertas, saiu antes da metade do jogo pendurado com 4 faltas.

Com esse panorama desenhado, ficou fácil para a forte equipe da Grécia impor seu basquete e administrar a vantagem que tinha.

O destaque do Brasil foi novamente o pivô Tiago Splitter, com um jogo bastante consistente tanto na defesa quanto no ataque, ele mostrou ser um excelente jogador. O ponto negativo foi o ala Marcelinho Machado, que não conseguiu repetir as atuações anteriores pelo Brasil obtendo um baixo aproveitamento nas bolas de 3.

Nas quartas-de-final, o adversário da equipe brasileira será nada mais nada menos que a Alemanha do pivô Dirk Nowitzki. Mesmo contra essa difícil seleção, continuo esperançoso. Vamos torcer para que no próximo jogo do Brasil Tiago Splitter mostre seu basquete eficiente, que o Alex marque de forma agressiva, que Marcelinho Machado acerte seus chutes para 3 e que Marcelinho Huertas arme o jogo e faça o time todo jogar.

É esperar sexta-feira para ver, mas acredito nesse time e espero trazer boas novas no próximo post.

terça-feira, 15 de julho de 2008

Última chance para Pequim



Depois de muito diz que me diz, novo técnico, desistência de jogadores e muito trabalho, o Brasil estreou hoje no Pré-Olímpico de basquete em Atenas contra o Líbano. Essa é a ultima chance do time brasileiro conseguir uma das três vagas e voltar a disputar uma Olimpíada depois de um intervalo de 12 anos.


E contra os Libaneses, o time de Moncho Monsalve não teve dificuldades para vencer por 94 a 54. Uma vitória importante, mas que não mostra muita coisa pela fragilidade da equipe adversária.


A partida foi tão tranquilidade que o treinador espanhol usou 11 de seus 12 jogadores nos primeiros 20 minutos - apenas Ricardo Probst não foi para a quadra. Com toda essa rotatividade não é possível fazer uma análise pormenorizada dessa equipe, vou esperar o próximo jogo contra a Grécia parar analisar essa seleção melhor.


Posso dizer que essa vitória é muito importante para a seleção, mas que os pés dos jogadores continuem no chão, trabalhando duro e focado na competição. Todas as pessoas com quem conversei está reticente com o basquete brasileiro, principalmente depois que seu principal astro ( Leandro Barbosa ) pediu dispensa da mesma, sem falar no Varejão e no Nenê.


Eu, indo contra todos, acho essa seleção boa e que pode sim trazer uma vaga desse pré olímpico. E vou mais além, com as saídas das estrelas, esse time ficou muito mais coeso e focado, um grupo fechado como dizem por ai. Gosto dessa equipe e do basquete que eles vem apresentando, um basquete mais para o estilo europeu, com uma marcação forte e saída de bola cadenciada.


Mas como eu disse, pés no chão, é isso que precisamos para alcançar a vaga. Nada está ganho ainda, principalmente porque o próximo jogo será contra a Grécia, que joga em casa e é favorita ao título.

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Uma nova fase? - Introdução

por Fabrício Watanabe

(Esse é o primeiro de alguns posts que serão feitos nas próximas semanas. Este faz uma revisão das temporadas na década de 2000, e apenas dá uma pequeeeena introdução ao que será discutido posteriormente.)

A história da NBA pode ser dividida em grandes eras, quase que por décadas: a hegemonia dos Celtics nos anos 60, o Showtime dos 80, o Bulls dos 90 e etc. Em um menor espaço de tempo, pode-se nomear como "fases" os cenários da liga no que se diz respeito a grandes equipes e disputas de conferências. O basquete norte-americano pode estar entrando na sua terceira fase nesse término da oitava temporada da década de '00.

Vamos relembrar...

O primeiro período durou três ou quatro anos. Ou seja, foi desde o ano 2000 até no máximo 2003. Eesse intervalo ficou marcado pela dinastia do tricampeonato do Los Angeles Lakers, com base na dupla dinâmica Kobe/Shaq. Esse time continuou sendo uma figura fortíssima até o ano de '04, porém essas duas temporadas ficam mais caracterizadas como uma transição, pois não resultaram em títulos.

-Times fortes: Phoenix Suns ('00, '01), Utah Jazz ('00, '01), Portland Trail Blazers, Sacramento Kings, San Antonio Spurs, New York Knicks ('00), Miami Heat ('00, '01), Miwaukee Bucks ('01)Philadelphia 76ers ('01, '02), Indiana Pacers ('00, '01), Toronto Raptors (até '02), Boston Celtics ('02), New Jersey Nets
-Grande Potência: Los Angeles Lakers.
-Times em ascendência (no fim do período): Dallas Mavericks, Detroit Pistons, Phoenix Suns.


A segunda fase começa sua transição em '03, quando o Spurs de Duncan/Robinson e dos jovens Parker/Ginobili conseguem finalmente derrubar o Lakers e, na final, deixam o New Jersey Nets de Jason Kidd na vontade pela segunda vez seguida. No ano seguinte, mesmo com grandes times no Oeste, o equilibrado Pistons de Billups/Hamilton/Prince/doubleWallace sagrou-se campeão.
Em '06, foi a vez do time-de-curta-duração Miami Heat, com Shaq/Wade, vencer seu primeiro título. Os Mavericks, que tinham elimanado os Spurs, ficaram com o vice. Apesar de não ter conquistado títulos seguidos ('03, '05, '07), foi realmente o San Antonio Spurs o "time a ser batido" dessa segunda fase.

-Times fortes: Los Angeles Lakers (até '04), Minnesota Timberwolves ('04), Phoenix Suns ('05 até ?), Dallas Mavericks, New Jersey Nets ('03), Indiana Pacers('03, '04), Miami Heat ('05, '06), Cleveland Cavaliers ('06, '07), Detroit Pistons.
-Grande Potência: San Antônio Spurs.
-Times em ascendência: Utah Jazz, Denver Nuggets, Los Angeles Lakers , Houston Rockets, Chicago Bulls.

E agora?
O cenário da NBA balança nesse momento. O Boston Celtics renasce das cinzas, continuará forte nos próximos anos e obviamente é o time a ser batido no momento. Não muito atrás, New Orleans Hornets e Lakers também mostram sinais de força nos anos que estão por vir, principalmente por ter muito potencial em jogadores como Cris Paul, David West e Andrew Bynum. Nuggets, Hockets, Cavaliers e Suns possuem elencos talentosos, mas precisam de algo mais para estarem no nível dos três antes citados.
Mas o assunto do segundo post dessa série se diz respeito a três times que tiveram forte presença e ganharam títulos nessa década: Spurs, Mavericks e Pistons. Será que o envelhecimento vai destruí-los? Será que vão conseguir se renovar? Será o fim de temporadas vitoriosas para seus franchise players?

Seria a temporada 07/08 uma transição para uma nova fase?

domingo, 29 de junho de 2008

Balanço do Draft 2008


Depois de analisar o que poderia acontecer, chegou a hora de fazer um balanço do Draft, que ocorreu na última quinta-feira no Madison Square Garden, em Nova York.


Nas três primeiras escolhas, nada de surpresas. Derrick Rose foi o primeiro selecionado e será agora o camisa 1 do Chicago Bulls. O Miami Heat, que chegou a considerar uma troca envolvendo a sua segunda escolha, resolveu não inventar e pegar Michael Beasley. E o Minnesota Timberwolves, conforme dissemos na coluna anterior, escolheu OJ Mayo - o melhor jogador à disposição depois de Rose e Beasley. Mas Mayo já não pertence mais ao ex-time de Kevin Garnett. Explicaremos mais tarde...


O Seattle Supersonics surpreendeu na sua quarta escolha: selecionou o bom armador Russell Westbrook, que não estava cotado entre os cinco primeiros nomes a serem chamados. Se a comissão técnica do Sonics realmente julga que a maior necessidade da equipe seja um armador, então a escolha foi bem feita. Afinal de contas, Jarryd Bayless - o outro armador que figurava entre as possíveis dez primeiras escolhas - sofrerá ainda um bom tempo com a sua falta de visão e leitura de jogo.


O Memphis resolveu apostar em um dos melhores homens de garrafão desse Draft: o ala-pivô Kevin Love. Já o New York Knicks, na sexta escolha, selecionou o italiano Danilo Galinari. O jovem ala foi vaiado desde o início do evento. E no momento em que seu nome foi chamado como escolha do time local, as vaias se multiplicaram. Já é uma prática bastante comum os jogadores europeus que são desconhecidos do público americano serem vaiados pelo público que compare às cerimônias. Embora a torcida não tenha gostado, muitos especialistas aprovam a escolha de Galinari.


Brook Lopez, surpreendentemente, foi apenas a décima escolha. Tudo bem que era de se esperar que o jogador fosse selecionado antes, mas o jovem pivô caiu em um time ideal para o início de sua carreira. O New Jersey Nets sofre já há algum tempo com a falta de pivôs. Além disso, o time, que horas antes do Draft havia negociado Richard Jefferson para o Milwaukee Bucks em troca de Yi Jianlian e Bobby Simmons, está passando por uma reformulação e terá muitos jovens no seu elenco na próxima temporada.


De resto, vale a pena prestar uma atenção especial em mais três escolhas desse Draft. Roy Hibbert foi selecionado pelo Toronto Raptors, mas será jogador do Indiana Pacers em virtude da troca que levou Jermaine O'neal ao time canadense. Hibbert já demonstrou muito potencial na sua carreira na NCAA. Pode até vir a ser um jogador de pouco destaque, mas tem uma coisa que significa muito: ele vem da Universidade de Georgetown, que tem tradição de revelar grandes pivôs, tais como Patrick Ewing, Dikembe Mutombo e Alonzo Mourning. Chris Douglas-Roberts, companheiro de Derrick Rose na Universidade de Memphis, tem um ótimo arremesso e só não foi selecionado no primeiro round porque errou lances livres decisivos na final da NCAA. O New Jersey Nets, que o recrutou na 40a escolha, terá um jogador muito bom no seu plantel, que será muito importante para a rotação da equipe. Além dos dois, é bom prestar a atenção em DeAndre Jordan. O pivô é mais um jogador que estava cotado para ser selecionado ainda no primeiro round, mas foi escolhido só no começo do segundo pelo Los Angeles Clippers. Muitos especialistas afirmam: Jordan será um novo Dwight Howard ou um novo Michael Olowokandi. Se ele seguir a primeira opção, com certeza falaremos dele nos próximos anos como grandes jogadores selecionados no segundo round.


Algumas trocas ocorreram na noite de quinta-feira além da já citada negociação envolvendo Nets e Bucks. As principais foram a ida de Jermaine O'neal para o Toronto Raptors em troca de TJ Ford, Rasho Nesterovic e a 17a escolha (que se tornou Roy Hibbert) e a mega troca de Timberwolves e Grizzlies: a terceira escolha OJ Mayo, Antoine Walker, Marko Jaric e Greg Buckner foram para Memphis em troca de Kevin Love (quinta escolha), Brian Cardinal, Jason Collins e Mike Miller.


Derrick Rose e Michael Beasley, até que se prove o contrário, deverão brigar pelo prêmio de melhor novato da próxima temporada. OJ Mayo deve correr por fora. A partir de agora, resta-nos esperar e ver se esses atletas correspondem às nossas expectativas.

sábado, 21 de junho de 2008

Draft 2008 - A nova safra da NBA

Acontecerá em Nova York, na próxima Quinta-feira, o Draft de 2008. Como já informamos anteriormente, o Chicago Bulls tem o direito da primeira escolha, seguido por Miami Heat, Minnesota Timberwolves, Seattle Supersonics e Memphis Grizzlies.

O Fabrício disse que falará do que as equipes da liga podem apresentar na próxima temporada. Bom, muito dessa análise pode ser projetada a partir da escolha dos novatos. O Seattle Supersonics, por exemplo, é uma equipe jovem, que já conta com uma estrela futura - Kevin Durant - e que poderá selecionar mais um bom jogador para auxiliar no processo de amadurecimento dessa equipe. Por hora, a única coisa que se sabe sobre essa franquia é que os Sonics nunca mais jogarão em Seattle. A equipe foi vendida e passará a atuar em Oklahoma.

O Miami Heat já conta com Dwayne Wade e Shawn Marion. As duas estrelas formam uma dupla muito interessante, mas que não deu muito certo no ano passado por conta da série de contusões que assombrou a equipe. A segunda escolha no Draft fortalecerá muito o elenco, que deverá brigará por playoffs na próxima temporada.

Ainda em processo de reconstruição, o Minnesota Timberwolves já conta com Al Jefferson, um ótimo e jovem jogador de garrafão. Será necessário um pouco mais de tempo para que a franquia colha seus frutos, mas se a escolha no Draft for bem feita, já será mais um grande passo em busca desse objetivo.

O Memphis Grizzlies ainda é uma incógnita, pois se desfez da sua estrela Pau Gasol e ainda iniciará um processo de reconstruição. O time conta com muitos armadores, então podemos esperar que um homem de garrafão seja selecionado na terceira escolha que a equipe detém.

O Chicago Bulls é uma incógnita ainda maior. O time tinha tudo para brigar pelo topo do Leste, mas nem alcançou a pós-temporada. Há torcedores que agradecem o ocorrido, pois a má campanha rendeu ao time a primeira escolha desse Draft. O plantel está recheado de bons jogadores, mas nenhum deles é um líder. Falta alguma coisa para transformar esse elenco promissor em realidade. Com a oportunidade de recrutar o melhor jogador universitário disponível, é possível que o time volte a encontrar o caminho das vitórias.

O que todas essas equipes têm em comum é justamente o fato de depositarem uma enorme confiança no Draft. Uma escolha bem feita pode resultar em um salto muito grande no desempenho de cada uma dessas franquias. Todas necessitam de sangue novo, de um bom jogador, alguém que chegue e seja parte importante de uma nova era para cada um desses times.

E existem alguns bons nomes nesse Draft que podem corresponder às expectativas dessas equipes.

Derrick Rose e Michael Beasley serão as primeiras escolhas, não necessariamente nessa ordem. Rose é um jovem atleta nascido em Chicago e, muito provavelmente, será o primeiro selecionado, justamente pela equipe de sua cidade natal. É um armador com um excelente passe, que arremessa muito bem de média distância, capaz de envolver todos os seus companheiros no jogo e com muita vontade de se tornar um vencedor dentro da liga. Fora de quadra, tem uma cabeça muito boa, além de possuir uma família muito bem estruturada. Já Beasley carrega consigo a fama de encrenqueiro. Dentro de quadra, possui uma atleticidade fora do comum e apresenta uma grande facilidade de pontuar. É o típico jogador que chegará na liga e figurará constantemente entre os cestinhas da NBA. Atuou como um ala-pivô na NCAA, mas deverá se transformar em um ala (posição 3) devido à sua baixa estatura.

O.J. Mayo deverá ser selecionado na terceira escolha. Tirando os dois jogadores já citados, Mayo é o novato mais cobiçado. É exatamente por esse motivo que a probabilidade dele ser a terceira escolha é enorme. Muitos especialistas resumem Mayo como uma espécie de "rascunho de T-Mac". A comparação se deve ao fato do jovem, que também é um ala-armador, ser muito consistente nos arremessos de média distância, tendo uma capacidade incrível para pontuar. Pessoalmente, tneho a sensação de que será uma espécie de Ben Gordon: um jogador com enrome capacidade ofensiva, mas que pecará na defesa e, sobretudo, na consistência. Ou seja, capaz de fazer 40 pontos em uma noite e zerar na outra.

Brook Lopez (pivô), Kevin Love (ala-pivô), Eric Gordon (ala-armador) e Jarryd Bayless (ala-armador) aparecem como candidatos a virem na seqüência do recrutamento. Os dois primeiros são jogadores fortes, de potencial, mas que pecam um pouco no que diz respeito à atleticidade e rapidez. São jovens, com bom arsenal ofensivo - especialmente dentro do garrafão - e capazes de evoluir muito na liga, mas em um prazo um pouco mais longo. Já Gordon, embora seja desejado por muitos torcedores do New York Knicks (donos da sexta escolha), não está aparentemente preparado para ingressar na liga. Sua atleticidade é fora do comum. É muito rápido, habilidoso, tem um bom potencial. Mas tudo indica que um pouco mais de experiência universitária vai fazer falta. Já Bayless, que fisicamente também é espetacular, terá que aprimorar sua visão de jogo. Basicamente, ele tem tudo para ser um grande jogador; o que precisa ser aprimorado (e que levará um tempo para ser aprimorado) é a sua cabeça, sua inteligência dentro de quadra. Sua capacidade de criar e organizar jogadas ainda é bem abaixo da média para um armador.

Creio que Rose será o primeiro. Um armador nato tão promissor assim não aparece com freqüência. Talvez, seja isso que o Bulls necessite para brigar com os grandes da liga. Basta ver os exemplos do Hornets e do Jazz: "armadores especiais" são capazes de transformar uma equipe. Sendo assim, Beasley já seria automaticamente do Miami Heat. E, seguindo o raciocínio anterior sobre O.J. Mayo, a terceira escolha já está feita também. Acredito que o Sonics tentará pegar um homem de garrafão, já que possui alguns jovens valores no perímetro. Acho que Kevin Love será o escolhido. E, o Memphis Grizzlies, como já disse, é uma incógnita. Arrisco-me a dizer que Brook Lopez, pelo fato de ser um pivô (posição 5), será o selecionado. É muito difícil de acertar projeções pré-Draft, ainda que sejam só as cinco primeiras escolhas. Mas meu palpite é esse:

1 - Derrick Rose (Chicago Bulls)
2 - Michael Beasley (Miami Heat)
3 - O.J. Mayo (Minnesota Timberwolves)
4 - Kevin Love (Seattle Supersonics)
5 - Brook Lopez (Memphis Grizzlies)

Quinta-feira é oficial. Iremos confirmar os palpites. O Draft pode significar muita coisa para a próxima temporada. Uma escolha bem feita, especialmente nesse ano em que a safra de jogadores é muito boa, pode mudar o rumo de uma franquia. Foi assim com o Houston Rockets quando escolheu Yao Ming, com o Cleveland Cavaliers quando selecionou LeBron James e quando o Orlando Magic recrutou Dwight Howard. Por isso, é um evento que significa muito para o futuro da liga.

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Últimos comentários - Parte II

Fabrício Watanabe

Boston Celtics
O General Mananger Danny Ainge pode ser considerado um mágico pelas movimentações feitas na pré-temporada, quando formou o Big 3; e mesmo durante a temporada, quando trouxe algumas peças que também se encaixaram bem. Chega até ser meio "sem graça": times como o Toronto Raptors, Chicago Bulls, Orlando Magic, Atlanta Hawks e vários outros são exemplos de um planejamento a longo prazo que vinha dando uma boa perspectiva. Então surge o Celtics, assim como o Heat de 2006, e em menos de um mês monta um super-time. É claro que isso não é desmérito, muito pelo contrário, mostra como realmente é possível inverter a situação de um time em pouco tempo.

Confesso que praticamente só vi jogos do Boston nas finais da NBA. Pouquíssimos jogos de teporada regular e até mesmo dos playoffs do Leste. Por isso é dificil comentar como tiveram a excelente evolução durante a pós-temporada, em que viu-se muitas dificuldades para passar por times teoricamente mais fáceis como Hawks e Cavaliers, e depois séries quase perfeitas contra Pistons e Lakers.

Os comentários individuais vêm logo abaixo. Sobre o coletivo, basta ressaltar que esse time é um perfeito exemplo da "defesa que ganha jogo", que ganha campeonato. Diria que mais da metade do mérito desse título é exclusivo da defesa, que teve momentos em que parecia impossível de ser penetrada. A exemplo do Pistons de 2004 (que também derrotou o Lakers na final), esse elenco possui, do ponto de vista defensivo, o basquete mais agressivo e forte que já vi. Parabéns.

Pierce: O MVP das Finais jogou dignamente como um herói, com direito até a contusão e recuperação. Sempre foi um jogador excelente, mas que caiu meio no esquecimento por causa dos péssimos times que teve ao seu redor nos últimos anos. Merece mais do que qualquer um esses troféus, tendo em vista o seu respeito, a sua lealdade ao time. Viveu anos de seca e (que eu saiba) nunca apareceu na mídia falando que queria ser trocado.
Aproveitou a falta de alguém capacitado para marcá-lo e jogou com muita vibração, um verdadeiro líder. Merece, e com certeza terá sua camisa 34 aposentada no fim de sua carreira.

Garnett: Um dos cinco maiores ala-pivôs de toda a história da NBA para muitos, inclusive para quem escreve esse artigo. Foi o símbolo da defesa mais forte da liga e rapidamente se tornou um líder também. É um jogador tão fantástico que mesmo não jogando o seu melhor basquete nas finais (KG-08 jogou metade da versão KG-04), mostrou que merecia mesmo vencer ao menos um título em sua carreira.

Allen: Aquele que pode-se contar sempre com uma ajudinha ofensiva. Atlético, rápido e com um arremesso de três fantástico. Se teve maus momentos no começo dos playoffs, compensou-os em situações difíceis da série, algumas em que teve até de assumir o posto de jogador principal. Seu modo de focar-se para o jogo é exemplar.

Rondo: Se houvesse um prêmio de MIP (jogador que mais evoluiu) para contar pós e temporada regular, ele ganharia com facilidade. É um jogador limitado principalmente no quesito arremesso, mas sua disposição defensiva e assistências fizeram dele capaz de armar o time celticano.

Perkins: A rocha, a muralha, o monstruoso Perkins apareceu muito pouco na final, com problemas de falta e até contusão. O time não sentiu muita falta, mas durante toda a temporada fez bem o seu papel de "carregador de pianos".

Posey: Uma aquisição muito inteligente feita ainda na pré-temporada. Demonstrou, além do tradicional poder ofensivo nos chutes de 3, uma defesa muito agressiva e sólida. O tipo de jogador que qualquer time campeão precisa ter.

Cassel: Apesar de relativamente pouco utilizado, pode ser considerável um armador reserva de luxo. A idade não apagou sua experiência, nem algumas jogadas características.

Brown: Assim como Cassel, foi uma aquisição feita no meio da temporada que rendeu muito bem. Apesar de sempre ter sido meio sujo, também é experiente e contribuiu com alguns rebotes.

House: Um Posey mais baixinho e veloz. Também demonstrou muita dedicação na defesa e contribuiu com algumas bolas de fora.
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É isso. A temporada 2007-08 finalmente chegou ao fim. E a sua sucessora vem com a chance de algumas mudanças no cenário da NBA. O Boston Celtics terá, no mínimo, mais dois anos de basquete em alto nível. O Lakers ainda tem um dos elencos mais jovens da NBA, que pode evoluir e que deve trazer reforços. Hornets, Jazz e Rockets são exemplos de potências em desenvolvimento. Spurs, Pistons e Mavericks mostram sinais de decadência e precisam se mexer. E ainda muitas dúvidas em relação a times como Suns, Nuggets, Magic, Cavs, Knicks, Blazers e etc!
O próximo post começa a examinar o possível começo de uma nova era na NBA.

Boston Campeão !!!


por Tiago Guaranha

E o Boston Celtics acabam de se sagrar campeão da NBA temporada 07/08. É o décimo sétimo titulo da história dos Celtics, um título mais que merecido para o time do Big Three e cia. O time de Los Angeles não foi páreo para os Celtics que fecharam a série em 4 a 2. Há uma frase que é dita por alguns antes de uma disputa entre dois times “ Que vence o melhor “. Fãns do basquete, posso dizer sem nenhuma sombra de duvidas, o melhor venceu. Confesso que estou emocionado, pois como fã de basquete, hoje assisti um aula desse esporte e vi um time realmente emocionado, um time com uma história fantástica e que depois de 22 anos sem um título volta ao topo, um lugar que não deveria ser de mais ninguém hoje, apenas do Boston Celtics. Que festa maravilhosa!

Hoje não farei uma análise do jogo, com estatísticas ou números, falarei apenas desse título espetacular conquistado pelo Boston. O melhor time da temporada regular mostrou porque era o grande favorito ao titulo, com titulares que decidem e um banco que entra não só para fazer figuração, os Celtics atropelaram o time de Phil Jackson e Kobe Bryant.

Los Angeles Lakers teve méritos ao chegar a final, mas depois de 6 jogos ficou claro o desnível entre as duas equipes. Tenho todo o respeito pelos fãns e pelo time de LA, mas na minha mais sincera opinião os Lakers é um time de um jogador só. Kobe Bryant até que tentou, mas como uma andorinha só não faz verão, o titulo não ficou em suas mãos. O banco dos Lakers, para não dizer outra coisa, é bem razoável. Já o banco dos Celtics entram para pontuar, marcar e ajudar o time.

Kobe Bryant precisa de mais uma estrela ao seu lado, mas uma estrela de verdade, não Gasol que dorme em horas importantes do jogo, não Derek Fisher, que pra mim é bem mediano, ele precisa de alguém para dividir as responsabilidades, como acontece no time de Boston com o “Big Three”, se um dos três não vai bem, os outros dois compensam e isso facilita muito as coisas em um campeonato tão longo como é a NBA.

Falando em “Big Three”, quero destacar as atuações de Paul Pierce nessas finais. Com excessão do jogo 4, onde não foi bem, todas as outras partidas foram primorosas. Peço desculpas aos fãns dos Celtics pelo fato de Pierce não ter tido muito espaço nesse blog anteriormente, mas agora ele tem um parágrafo só para ele, e terá essa semana um post exclusivo. Voltando ao assunto, Paul Pierce foi simplesmente fantástico nas finais, antes andorinha solitária de Boston, com a chegada de Ray Allen e Kevin Garnet, mostrou que pode sim ajudar o time de todas as maneiras, pontuando, pegando rebote, assistindo os companheiros e vibrando mesmo no banco, aliás, Pierce é o capitão do time e age como tal. Claro que ele foi escolhido o MVP das finais e só poderia ser ele por tudo que fez.

Os outros dois pés desse “tripé” são nada mais nada menos que Ray Allen e Kevin Garnett, esse ultimo citado não só ganhou o titulo de melhor defensor na temporada regular como foi decisivo nos playoffs e particularmente nas finais, anotando double-double em todos os jogos. Um jogador consistente e que merecia mais que ninguém ganhar o anel de campeão. Kevin Garnett é o cara! ( leiam o post “ My name is Kevin ). E não podemos esquecer de Ray Allen, citado por ultimo, mas não menos importante para o time, um grande jogador, um excelente chutador e que ate então tinha mais de 20 mil pontos na carreira e nunca tinha sido campeão, assim como Pierce e Garnett.

Mas hoje mais uma pagina da historia da NBA foi escrita, a temporada 07/08 chega ao fim, e o melhor time venceu.Tony Allen, P.J Brown, Sam Cassell, Glen Davis, Eddie House, Kendrick Perkins, Scot Pollard, James Posey, Leon Powe, Gabe Pruitt, Rajon Rondo e Brian Scalabrine fizeram, de alguma forma, parte dessa conquista, comandados dentro de quadro por Paul Pierce, Ray Allen e Kevin Garnett e fora de quadra por Glen “Doc” Rivers.

Parabéns Boston Celtics pela conquista, parabéns por durante a competição ter formado um grupo, um time fechado e focado no titulo, um time com estrelas que souberam dividir o seu brilho com todos os jogadores, titulares ou reservas. Já para os Lakers restam a lamentação, as lágrimas, a frustração e o alerta de que um time não se faz apenas com um jogador, por mais talentoso que ele seja.

No post “mesma disputa, outros personagens” falei que as disputas iriam ser duras, mas as palavras no final seriam fantásticas, e depois de 5 batalhas, 1 aula de basquete e o titulo para o Boston Celtics, essas são as minhas. Até a próxima!

Últimos comentários

por Fabrício Watanabe

Terminei meu último post falando que o Lakers ia a Boston sem nada a perder. O espírito apareceu no primeiro quarto, mas depois disso pareceu que a equipe cansou, e daí até o final, foi um massacrate celticano.

Como esse foi praticamente um jogo de de um quarto só, prefiro deixar a análise final, tanto do Lakers, quanto do Celtics.


Los Angeles Lakers
Como já foi dito, foi a grande surpresa da temporada. Mesmo com algumas dificuldades (principalmente contusões), foi cada vez crescendo mais e conquistou um memorável título de conferência, sem dúvida uma das mais fortes de toda história da NBA.
Para chegar às finais atropelou times fortíssimos, que no papel poderiam ser facilmente apontadas como mais fortes que a equipe de Boston. Comandado por Kobe, mostrou um ataque potente e variado, além de uma defesa eficiente.

Bryant: Cansaram de falar que ele teve um grande amadurecimento, e que finalmente aprendeu a liderar uma equipe. Foi o melhor jogador da pós-temporada e, como já era previsto, sofreu uma marcação duríssima e acabou tendo seu volume prejudicado. Em inúmeros momentos em toda a série final jogou praticamente sozinho, o que não impede qualquer Kobe, Bird, Shaq ou Jordan de vencer um campeonato.

Gasol: Diria que jogou abaixo do esperado em pelo menos 75% dos jogos da pós-temporada, sempre caracterizado por uma certa moleza e falta de agressividade. A diferença é que Boston foi de fato a única equipe que deu muito trabalho (lógico) ao Lakers. Kobe sentiu falta de sua ajuda ofensiva. Na final, foi bem apenas no jogo 5. Terá toda uma temporada para se acostumar com a pressão de jogar num time de enorme expressão e com certeza se dará ainda melhor do que deu esse ano, principalmente com Andrew Bynum ao seu lado.

Odom: Depois da vinda do Gasol teve uma ótima temporada, ajudando o time em tudo. Também deixou a desejar nas finais. Às vezes pareceu meio desligado. Porém ainda demonstrou um pouco mais de disposição e atenção do que o alienado espanhol. Certamente será outro que vai se dar melhor ano que vem.

Fisher: Fez dois bons jogos na final e foi apagado nos outros quatro. Sabe-se que ele não é um armador de primeiro nível, mas fez muito bem em voltar para a Califórnia. Sua experiência, liderança, defesa forte e seus arremessos contribuíram bem. Deve manter a posição de armador do lakers ao menos segura nos próximos dois anos.

Radmanovic: O "Space Cadet" fez jus ao apelido invetado por Phil Jackson. É um excelente chutador, e só. Depois de um ano ridículo, fez uma temporada boa. Porém durmiu demais e andou no mundo da lua na série final, e acabou ficando com a missão de marcar (ou quem sabe "correr atrás") o homem dos verdes: Paul Pierce. Ainda é aquele tipo de jogador que complementa bem um elenco, mas poderia ser envolvido em alguma negociação.

Vujacic / Farmar: A dupla dinâmica até apareceu, mas sentiu os jogos da final, mas antes de chegar nesses últimos seis jogos, teve uma temporada extraordinária e contribuiu demais para o time titular. Eram os líderes da "segunda unidade" e são boas promessas. A diretoria deve se mobilizar para renovar com Sasha nessa offseason e se preparar para fazer o mesmo com Jordan ano que vem.

Turiaf: O símbolo da raça e vontade da defesa lakeriana sumiu na final. É limitado, mas um jogador com esse carisma é bom em qualquer ambiente. Se for possível, deve ser renovado também.

Walton: Seu basquete parece o ciclo hormonal de uma mulher. Tem um ou dois picos e depois despenca. Se posiciona e passa bem, mas é muito pouco pelo que ganha. Seu contrato deve atrapalhar os planos do time.

Ariza: Não esteve bem para jogar os playoffs. Foi uma aquisição importante feita pelo GM Mitch Kupchak e será uma ótima peça para trazer energia e atleticidade do banco.

Phil Jackson: Ele mesmo sempre disse que não gostava de trabalhar com novatos. Esse time tem muitos, e o lado negativo de sua característica é justamente a falta de uma "mexida" no ânimo dos jogadores. Mas confiou a temporada inteira neles, bem como nas finais (na verdade, até demais). Alguns atos feitos nessa final podem ser contestada. Já tem uma extensão contratual e terá um time cada vez mais talentoso em suas mãos.

Por hoje é só. Amanhã vem a segunda parte da análise com os comentários dos jogadores do campeão Boston e uma pequena introdução para o que há por vir temporada que vem.

terça-feira, 17 de junho de 2008

Muita coisa em pouco tempo

por Fabrício Watanabe

Os últimos dias têm sido corridos, e por isso acabei nem escrevendo as análises do jogo 3 e 4. Mas aí vai um pequeno texto sobre o quinto confronto, que ocorreu ontem (15) a noite, e que teve algumas semelhanças com a noite de quinta-feira.

Assim como no jogo 4, o primeiro tempo do Lakers foi sensacional, enquanto que o Celtics parecia um pouco mais assustado e mais devagar. Kobe entrou em quadra querendo recuperar todos os pontos não feitos no jogo anterior. Em 12 minutos já tinha 15 pontos, chutando 4/5 nas bolas de três. Novamente o time amarelo tinha uma diferença confortável de pontos, e novamente deixou-a escapar. O time reserva, a exemplo de toda a série, entrou mal e ficou muito tempo em quadra. Foi muito triste ver a dupla dinâmica Luke Walton / Cris Mihn em quadra.

Sorte que dessa vez Lamar Odom e Pau Gasol jogaram um basquete um pouco mais próximo do que eles são capazes (nos outros quatro primeiro jogos, formaram uma dupla de grandes brincalhões medrosos...) e, aproveitando o desfalque do mosntruoso Kendrick Perkins, atacaram com mais agressividade o garrafão de Garnett e terminaram o jogo combinando para 39 pontos e 24 rebotes. Derek Fisher e ainda Jordan Farmar, o reserva-do-jogo da ocasião, também contribuíram bem.

Para economizar tempo... final do 5º jogo: Vitória por 103 a 98 ao time californiano; Lakers 2 x 3 Boston.

Agora, algumas notas a serem feitas:
- O Lakers parou de fazer a dobra idiota que vinha fazendo constantemente em todos os jogos. Foram raros os momentos que isso aconteceu no jogo 5, o que fez a defesa correr menos e diminuiu o espaço para os celticanos no ataque.

- Kevin Garnett teve problemas com faltas, mas se não tivesse, ele teria pego pelo menos 20 rebotes. Jogando quase 10min a menos que cada um dos big men amarelos, terminou com 14 e foi o reboteiro do jogo.

- Ainda sobre o garrafão. Gasol e Odom fizeram aquilo que deviam ter feito desde o começo da série. Principalmente o primeiro é conhecido pelo seu ataque. O garrafão do Boston possui um ala-pivô (digo ala-pivô, que não é aquele pivô dominante) extraordinário, e só. Nem Perkins, nem Powe e nem mesmo o veterano PJ Brown são técnicos o suficiente para segurar os talentosos lakerianos.

- Defesa: É simples, Paul Pierce é a chave do jogo. Ray Allen faz suas bolinha importantes, mas Fisher impede que ele cause fortes dores de cabeça. Garnett é um dos maiores power forwards de todos os tempos, mas a defesa, quando congestiona o garrafão (e tem Gasol um pouco mais atento), vem dificultando o seu trabalho, e o seu trademark shot de média distância praticamente não caiu nesses cinco jogos. Com Radmanovic marcando o homem dos celticanos, vamos ver mais trinta e poucos pontos nos jogos que virão. O problema é que não há muito o que fazer: Trevor Ariza, talvez o homem mais indicado a marcá-lo, ainda demonstra não estar 100% para fazer essa tarefa por todo o jogo; Luke Walton e Vujacic seriam ainda pior; e é mais seguro ter Kobe Bryant não pendurado e descansado para atacar . Uma solução talvez poderia ser colocar Ramanovic marcando um dos pivôs do Celtics (principalmente se "tractor-Perkins" não jogar) e deixar Odom marcando Pierce, considerando que este não é um jogador muito rápido e também por ser mais baixo.

- Boston realmente tem tudo para ser campeão. O jogo 4 que o Lakers entregou não tem nem valor de tão caro que custou. Agora, aos amarelos não há nada a perder: voltando ao começo da temporada, não se esperava ver esse time chegar nem às finais de conferência. Não adianta lamentar o fato de que o cenário de "dois jogos para ganhar um" podia ser do Lakers. Eles apenas têm de ir a Boston estragar ao máximo a festa deles.

Afinal, mesmo antes da série acabar, percebe-se que a rivalidade realmente voltou, e que os próximos anos prometem muito.

(sim, acabei me empolgando e demorei muito pra escrever... e não, esse post não é um "pré-consolo" para uma futura derrota do Lakers, e sim uma visão do que está acontecendo agora e do que está por vir)

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Pau Gasol

Nessa semana, não se fala em outra coisa na NBA que não seja a final entre Lakers e Celtics. E é no clima dessa grande decisão que falaremos de um dos personagens desse confronto: Pau Gasol.

Pau cresceu na Espanha, onde começou a jogar basquete pelo Barcelona. Após se destacar quando jovem, foi promovido ao time principal em 1998. No início, não tinha muita oportunidade de atuar. Mas seu desenvolvimento como jogador crescia cada vez mais e, em 2000-01, naquela que seria sua última temporada na Europa, foi eleito o melhor jogador da Espanha.

E foi após o feito que, em 2001, foi selecionado pelo Atlanta Hawks na terceira escolha do Draft. Logo em seguida, foi negociado com o Memphis Grizzlies em troca de Shareef Abdur-Rahim. Na época, essa parecia ser uma troca muito arriscada. Abdur-Rahim era tido como um dos ótimos jogadores da liga no momento e Gasol, recém-chegado na liga, era apenas uma aposta. Mas, com o tempo, ficou evidente que foi uma troca boa para o Grizzlies.

O começo da sua carreira no melhor basquete do mundo foi excepcional. Na sua primeira temporada, atuou em todas as 82 partidas da sua equipe, tendo sido titular em 79. Conquistou o título de melhor novato daquela temporada. Rapidamente tornou-se a cara do Memphis Grizzlies, uma jovem franquia na NBA que praticamente não tinha (e ainda não tem) história nenhuma. Gasol é até hoje - e provavelmente será ainda por um bom tempo - o recordista de pontos, rebotes e tocos de Memphis.

Gasol liderou o Grizzlies aos playoffs em 2003-04. Era a primeira vez que a franquia conseguia chegar à pós-temporada. O time foi varrido pelo San Antonio Spurs, mas não importava. O feito já era motivo de festa para os torcedores de Memphis. Nas duas temporadas seguintes, o mesmo aconteceu: o time chegou aos playoffs, mas foi eliminado por Phoenix Suns e Dallas Mavericks pelo placar de 4 a 0 logo na primeira fase.

Indiscutivelmente o melhor jogador do time nos últimos tempos, foi selecionado para o All Star Game de 2006 pela primeira vez na carreira. Era o primeiro espanhol e primeiro jogador da história do Memphis Grizzlies a participar do evento.

Em 2006, disputou com a Seleção Espanhola o Mundial da FIBA. Após uma emocionante partida contra a Argentina na semifinal, decidida nos segundos finais, a Espanha chegou à final e seria campeão após derrotar a Grécia, que, por sua vez, havia deixado o outrora Dream Team pelo caminho. Entretanto, Gasol não dispuitou a final pois, na partida contra a Argentina, havia quebrado o pé no final do jogo.

A contusão afastou Pau Gasol de boa parte da temporada 2006-07. A sua ausência foi significativa para a equipe: agora, a equipe não lutava mais para chegar aos playoffs, passando a ser um mero saco de pancadas. Esse fato levantou certa polêmica na época, pois as equipes da NBA passaram e ter um receio ainda maior na hora de liberar seus jogadores para competições internacionais. Gasol ainda voltou a jogar em 2007, mas era tarde demais: qualquer pretensão do Memphis já tinha ido para o saco.

Antes do início da temporada 2006-07, muito se especulou sobre uma possível transferência. Algumas fontes davam como certa a sua ida para o Chicago Bulls. Mas a temporada começou e nada foi feito. Quando menos se esperava, no último dia 1o de Fevereiro, o Los Angeles Lakers adquiriu o jogador em uma troca que muitos apontaram como muito favorável para o time californiano. Na ocasião, Gasol foi para LA em troca do novato Javaris Crittenton, do pivô (com o contrato expirante) Kwame Brown, de algumas escolhas de futuros Drafts e dos direitos sobre Marc Gasol, irmão de Pau que havia sido selecionado no Draft de 2007 pelo Lakers.

Gasol não podia ter chegado ao Lakers em melhor hora. Após sua aquisição, o time californiano, que viveu uma offseason muito conturbada por conta de rumores relacionados à saída de Kobe Bryant, finalmente tinha condições de brigar de igual para igual com as maiores forças do Oeste. O fato de ter vencido a Conferência Oeste (uma das brigas mais disputadas dos útlimos anos) justifica o favoritismo que lhes foram atribuídos.

Agora, na final da NBA, Pau Gasol tem a chance de se consagrar de vez na liga. Já provou ter o chamado "coração de campeão" (aquilo que Rudy Tomjanovic, treinador da equipe campeã do Houston Rockets em 94 e 95, gosta de citar) no Mundial de Seleções em 2006. E alguém duvida disso? Ele é o atleta mais adorado na Espanha. Segundo uma pesquisa local, é a sexta personalidade mais influente no seu país. Está na frente até mesmo de nomes como o de seu compatriota bicampeão de Fórmula 1 Fernando Alonso.

É a chance de Gasol consolidar sua imagem de campeão na melhor liga do mundo, atuando por um time acostumado a ser campeão. E, mesmo se não der nesse ano, alguém duvida da capacidade desse espanhol?

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Análise - Jogo 2

por Fabrício Watanabe
O que era pra ser uma derrota humilhante se tornou numa quase-milagrosa recuperação.

Só pude acompanhar o jogo a partir do começo do 2º quarto. Daí até boa parte do último período, o Lakers foi absolutamente ridículo em quadra. Se não bastasse a dificuldade de atacar contra a forte marcação celticana, a defesa parecia uma grande brincadeira. Uma moleza inacreditável dentro e fora do garrafão, novamente com destaque negativo à falta de atenção de Pau Gasol, que por várias vezes não preencheu bem os espaços para impedir os rebotes ofensivos.

A defesa com dobra, que tão bem funcionou contra o Spurs, estava completamente lenta e telegrafada. Foi por isso que Leon Powe, jogador nada mais do que forte, teve provavelmente o jogo de sua carreira. Era só rodar um pouquinho a bola pelo perímetro que sempre ele sobrava livre embaixo do garrafão. O fim do 3º quarto era muito desanimador. Depois do lance que o próprio Powe pegou a bola no fundo da quadra, deu um pinote em linha reta e cravou com as duas mãos na cabeça do Gasol, juro que pensei em desligar a TV e ir dormir. Mas, mantive meu posto que "torcedor de todas as horas" e continuei assistindo ao massacre.

Eis que, aproximadamente com uns 8 ou 9 minutos pro fim do jogo, uma força subliminar atingiu Kobe e cia. Começaram a atacar com inteligência e equilíbrio, o que resultou em bons arremessos de Farmar, Radmanovic e Sasha. Era essa a ajuda que Kobe precisava: ter o elenco de apoio realmente apoiando o elenco principal. A defesa nem chegou a ter sua melhor performance, mas bastou um pouco mais de velocidade, boa vontade e congestionamento no garrafão para impedir que o Boston marcasse suas cestas fáceis. Calmamente, sem euforia e sem ajuda da torcida, a diferença de 24 pontos caiu para somente 4. Pena que quando a vitória tornou-se possível já havia menos de um minuto por jogar, e o milagre ficou no quase.

Pelo o que eu vi, eu nem acharia justa uma vitória do Lakers no fim. Em praticamente dois quartos e meio dos três que acompanhei, o basquete apresentado mal seria digno de ir aos playoffs. Mas é claro, todos sabem que nem sempre o melhor em quadra vence. E o Lakers, se tivesse mais alguns minutos de lucidez, mesmo com essa atuação pífia poderia ter vencido.

Mais uma vez o Boston teve menos erros: seu "quase-único" momento ruim não foi o suficiente para estragar toda a regularidade que foi novamente apresentada, e assim vai para Los Angeles com um placar de 2x0 na bagagem.

E, só para deixar registrado: Arbitragem HORRÍVEL. Lakers muito, mas muito prejudicado nos três primeiros quartos (principalmente 1º e 2º), e depois erros como a passada-de-quatro-passos do Radmanovic deram uma certa compensada, principalmente pela importância do momento em que foi cometidos.

Por fim, o Lakers precisa basicamente de duas coisas: um é oscilar menos; a outra é esquecer Luke Walton no aeroporto... hahahaha. Boston 108x102 Lakers.

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Análise - Jogo 1

por Fabrício Watanabe

O Boston Celtics jogou aquilo que seus torcedores esperaram. Ninguém desapontou, e a defesa funcionou bem no 2º tempo. Cada um de seu Big 3 alternou bons momentos, o que sempre manteve o time junto no placar. Além disso, alguns coadjuvantes foram muito bem: os rebotes de PJ Brown, a frieza de Sam Cassel e a atuação segura do Rondo.

Já o Lakers oscilou ... Kobe não esteve bem nos arremessos e Gasol, assim como vários jogos nos playoffs, demonstrou muita moleza em certos momentos. Entretanto, os dois são grandes jogadores e apesar de não estarem em suas melhores noites, eles também não deixaram o placar se esticar. Odom jogou o que vinha jogando, e Fisher foi excelente nos dois lados da quadra. Creio que até pela boa atuação dele, Farmar acabou sendo pouco usado.

Onde o Lakers perdeu o jogo?
No terceiro quarto. E na minha opinião, foi um caso muito mais de "Lakers perder" do que "Boston ganhar". Esse período começou mal, com Radmanovic deixando Pierce fazer oito pontos seguidos (em três arremessos). Depois, a segunda unidade lakeriana entrou fria e apática, bem diferente de sua característica.

E é absolutamente incrível como que Luke Walton, jogando cerca de 10 minutos pode me irritar tanto. Numa ocasião, houve toda uma rotação da defesa, e a bola sobrou para (se não me engano) James Posey, que chutou equilibradamente, já que o "cansado" Walton foi andando em sua direção! Ah sim... ele devia estar muuuito cansado.... Sem contar um arremessinho muito estranho de perto do garrafão, e o passe para fora da linha dos 3, mesmo estando embaixo da cesta e com o relógio prestes a estourar. Só você mesmo, Luke, pra merecer um parágrafo inteiro hoje...

A última sequência do Boston no finzinho do 3º quarto também foi importante. Depois disso, o jogo se equilibrou de novo e os celticanos não deram nenhum vacilo.

Esse primeiro jogo mostra aquilo que muitos já esperavam: cada erro pode resultar na derrota. Depois de ficar atrás no intervalo, o Celtics errou menos, jogou bem e impediu uma vitória do Lakers fora de casa. Vitória que esteve mais próxima do que os dez pontos de diferença indicaram. Boston 98 x 88 Lakers.

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Mesma disputa, outros personagens


Amanha começa as finas da NBA. Boston Celtics e Los Angeles Lakers travarão várias batalhas com objetivo final de ganhar a guerra. Pode ser que as palavras sejam fortes, mas serão jogos fantásticos daqueles que não se perde uma jogada, um arremesso, uma cesta se quer.

Não posso cravar nenhum resultado e nem dizer quem é o favorito, mas posso afirmar que essa final superará expectativas. Gostaria muito se o título fosse decidido apenas no último jogo, no último arremesso e não menos que isso. Gostaria de ver, hoje, o que muito vivenciaram no passado. Sei que não posso ver mais ao vivo Larry Bird ou Magic Johnson, mas posso me empolgar com jogadas de Kobe Bryant, posso encher os olhos com a suavidade com que Kevin Garnett joga. Posso, enfim, reviver essa disputa com outros personagens.

Nós, do Big Trio Squad, estaremos de olho em cada detalhe da partida, de olho em cada lance livre, cada toco, roubada de bola, cada assistência e tudo que envolver o embate. Como eu disse, apontar um favorito é impossível, mas dizer quem vai postar aqui no final é fácil.

Fabrício Watanabe falará do título do Lakers, caso ele ocorra de fato, escreverá como Gasol veio em boa hora, como Bryant é brilhante e decisivo e demonstrará sua felicidade, paixão e orgulho por ser um fanático torcedor dos Lakers. Mas caso contrário, se o título não for para Los Angeles, caberá a essa pessoa que vos escreve e a Luis Araújo termos o prazer de sentar e escrever sobre a vitória dos Celtics, de como a vitória foi emocionante e de como o "Big Trio" jogaram muito e decidiram o título para Boston.

Pode ser que os jogos sejam fortes, mas as palavras no final serão fantásticas.

segunda-feira, 2 de junho de 2008

My name is Kevin !


Olá galera, meu nome é Tiago Guaranha, torcedor do Minnesota Timberwolves e faço parte do Big Trio. No meu primeiro post quero falar sobre um jogador pelo qual tenho grande admiração e respeito. Um jogador muito consistente, mas que até hoje nunca ganhou um título da NBA.

Kevin Garnett nasceu dia 19 de maio de 1976 em Mauldin, Carolina do Sul, mas sua carreira no basquete começou quase 20 anos depois do seu nascimento. Em 1995 foi escolhido pelo draft pelo Minnesota Timberwolves como quinta escolha e se tornando o primeiro jogador a sair do ensino médio direto para a NBA.

No início de sua primeira temporada como profissional, Garnett era apenas reserva do time de Minneapolis, mas no mesmo ano ganhou a posição de titular e nunca mais a deixou. E a partir de sua segunda temporada, foi escolhido em todas para participar do All Star Game. Por anos, Kevin foi responsável por levar seu time aos jogos de pós temporada. Mesmo levando o time aos playoffs, ele nunca tinha conseguido passar da primeira fase de mata-mata, mas em 2004 foi diferente. Kevin Garnett não só levou os Timberwolves aos playoffs como chegou as finais de conferência, perdendo para os Los Angeles Lakers.

Kevin Garnnet depois de muitas temporadas em Minnesota começou a sentir que era chegada hora de respirar novos ares. Descontente com o time e com a diretoria, que segundo ele, não se preocupava em trazer reforços para time ficar mais competitivo. Dizem que Garnett jogou desmotivado, mas mesmo assim manteve média de 22 pontos por jogo e 13 rebotes. Média essas que explicam porque ele é um jogador consistente e muito valioso na Liga.

A diretoria do time de Minneapolis desmentiu as informações do desejo de Garnett de mudar de time dizendo que ele ficaria até o final do seu contrato, que se encerrava em 2009.

Mas não foi isso que aconteceu. Em julho de 2007 teve seu desejo de troca realizado, ele queria ir para um time com jogadores de alto nível e que pudesse brigar pelo título. E foi exatamente o que aconteceu, Kevin Garnett foi trocado com o Boston Celtics, uma troca que envolveu 5 jogadores (os pivôs Al Jefferson e The Ratliff, os alas Gerald Green e Ryan Gomes e o armador Sebastian Telfair) mais 2 escolhas no draft pelos direitos de Garnett.

Quase um ano depois de sua troca, Kevin Garnett está no lugar onde a muito tempo deveria estar, na final da NBA, brigando pelo título. Junto com Ray Allen e Paul Pierce, eles formam o Big Trio e farão, com certeza, uma final espetacular contra os Los Angeles Lakers. Mas não estou aqui para falar da final, mas sim de um jogador que poderá ser o protagonista desse embate.

Kevin Garnett é mais que merecedor, é um guerreiro dentro da quadra, um jogador diferenciado que nunca desistiu de uma bola quase perdida, nunca se intimidou na disputa dentro do garrafão, nunca deixou de decidir quando precisava, ou seja, ele é um dos poucos jogadores que tenho prazer em ver jogar, e acho que muita gente também tem. Desejo toda sorte do mundo para ele nas finais e que ele consiga aproveitar esse momento que ele esperou por tanto tempo.

sábado, 31 de maio de 2008

A sorte será aliada da competência?




Sou Luís Araújo, torcedor fanático do Chicago Bulls, time que muitos apontavam como forte candidato a vencer a Conferência Leste, mas que não conseguiu chegar aos playoffs nessa temporada. Com a nona pior campanha da liga, os torcedores não tinham muitas expectativas para o Draft desse ano. Mas a sorte sorriu para os torcedores do Bulls e o time terá a primeira escolha de 2008.


A geração de novatos de 2008 é fortíssima segundo muitos analistas especializados no basquete universitário. Isso favorece ainda mais o time de Chicago. Em 2003 e 2004, Cleveland Cavaliers e Orlando Magic tiveram a chance de serem os primeiros a escolher. O Cavaliers selecionou em 2003 o astro Lebron James, que se tornou um dos melhores jogadores da liga, enquanto o Orlando Magic adquiriu em 2004 Dwight Howard, que hoje é o pivô mais dominante da liga. Antes disso, tanto Magic quanto os Cavs figuravam entre as piores equipes da liga. Hoje, são presenças constantes nos playoffs.


É diferente do caso de 2006, quando o Toronto Raptors venceu a loteria do Draft e teve direito de ser a primeira franquia a escolher. Entretanto, aquela era uma geração considerada fraca, pouco promissora. O time canadense selecionou o italiano Andrea Bargnani; um bom jogador, com arsenal ofensivo interessante, importante para a equipe, mas apenas isso.


A primeira escolha do Chicago Bulls em 2008 será Derrick Rose ou Michael Beasley, considerados melhores jogadores desse Draft. O primeiro é considerado um 'armador puro', com facilidade para pontuar e dar assistências, além de pegar muitos rebotes para um jogador do seu tamanho. Rose é considerado por alguns entendidos (entre eles o novo técnico do New York Knicks Mike D'Antoni) como uma espécie de "Jason Kidd com arremesso melhor". Já Beasley apresentou na NCAA extrema facilidade de pontuar dentro do garrafão.


O elenco do Bulls tem algumas peças interessantes. Certamente é muito mais forte do que o de Magic e Cavaliers antes de terem escolhido suas estrelas. Por isso que a movimentação correta da direção nessa offseason pode resultar em uma significativa melhora no desempenho de Chicago na temporada 2008-09.


No caso de escolher o armador Derrick Rose (que é o que provavelmente acontecerá), será necessário fazer alguma troca para se desfazer de algum outro jogador dessa posição. Atualmente, o Bulls tem no seu plantel os armadores Kirk Hinrich, Chris Duhon, Ben Gordon, Larry Hughes, Shannon Brown e Thabo Sefolosha. Com a possível chegada de Rose, serão sete jogadores para duas vagas. A rotação ficaria muito prejudicada. Uma primeira escolha de um Draft forte não é selecionada para ficar no banco, então seria mais prudente falar que restaria apenas uma vaga para ser disputada entre seis jogadores. Enquanto isso, o garrafão conta apenas com quatro jogadores, sendo três deles muito jovens. Uma troca envolvendo dois nomes de armação do time por um grande jogador de garrafão da liga poderia transformar esse time em uma das potências da liga.


Rose seria indiscutivelmente o armador titular. É uma posição a menos para se preocupar. As outras posições dependem do que for feito pelos cartolas. Luol Deng provavelmente será o ala titular. É um ótimo jogador, mas pode ser moeda de troca exatamente pelo fato de seu reserva Andrés Nocioni ser quase do mesmo nível. Tendo acompanhado as decisões tomadas pelo Bulls nos últimos anos, arrisco-me a dizer que nenhum deles será envolvido em negociações.


No garrafão, o pivô deverá ser Joakim Noah mesmo. Noah foi a nona escolha do Draft de 2007 e agradou muito aos torcedores a partir do momento que assumiu a vaga de titular da equipe no decorrer da última temporada. Nem mesmo o fato de ter sido preso com maconha no último final de semana deve afastá-lo de Illinois.


Assim, sobram duas vagas, nas posições 2 e 4, ou seja, de ala-armador e de ala-pivô. Isso dependeria muito de quem seria negociado, já que seria impossível manter o mesmo grupo que atuou pelo Bulls no ano passado com a chegada de Derrick Rose.


Dá pra montar várias propostas. Reconheço que um jogador que atue no garrafão e que saiba como pontuar lá dentro seja a principal deficiência da equipe. Assim, é esse o alvo que deve ser perseguido pelo General Manager John Paxson. Se esse objetivo for atingido, o time voltaria novamente para a temporada 2008-09 como favorito.


Moedas de torca para isso, o Chicago Bulls tem. Com inteligência, o time pode deixar os torcedores animados para o próximo ano.

Versos e Volumes ao vivo


Logo após a vitória do Boston Celtics, que culminou na eliminação do Detroit Pistons, eu fui dar meu costumeiro "rolêzinho" pelo Orkut e fui ver os tópicos da comunidade Lakers Br, a mais legal de que participo. Um dos posts (deixado pelo Julio Montanha) me chamou a atenção pelo título e logo me deixou animado. "Chega de DVD" diz o nosso colega, "agora veremos esse confronto ao vivo".
É muito bom ouvir histórias, mas é muito mais legal ter histórias para contar! Quanto já não ouvi da época do Showtime... de Magic e Abdul-Jabbar versus Bird, McHale e etc...

Tem aquelas histórias que vão ainda mais fundo: Bill Russel/Bob Cousy x Jerry West/Elgin Baylor e a rivalidade da década de 1960.

Mas agora isso vai ficar um pouco para trás. Afinal, mais um capítulo dessa epopéia será escrito a partir do dia 5 de junho. E com certeza, quem gosta de históricas rivalidades vai torcer para que essa rapsódia dure algumas boas estrofes... Decassílabas!
Deixe que a história as escreva, que ela crie e registre novos heróis, estes que serão glorificados e lembrados de modo a fortalecer ainda mais o Sebastianismo das duas mais tradicionais torcidas da NBA! (Muito bonito, não?! Pois é... Essa é a cabeça de alguém em ano de vestibular... hahaha)

Bom, depois desse parágrafo extremamente poético, espero que esse trecho seja escrito a favor do Lakers, para que eu possa contar a história do... sei lá... "Carrosel Neo-Californiano" de Kobe e companhia vencendo Pierce e seus agregados.
Deixem os celticanos viverem um pouco mais de DVDs!
Our blood runs purple and gold! Go Lakers go!!!

Obs: para aqueles com conhecimento de literatura, o título é um exemplo de aliteração ;)

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Estréia Feliz!


Bom, são praticamente 2:00 da madrugada, mas eu não contive a felicidade e resolvi estrear o Blog hoje mesmo.

Eu, Fabrício Watanabe, juntamente com Luís Araújo e Tiago Guaranha criamos o Big Trio Blog Squad, humilde espaço para se debater e expressar livremente as diversas opiniões que vivem no mundo do basquete, em especial na NBA.


Get This Party Started!
Como torcedor fanático do Lakers, meu primero post se refere à classificação para as Finais da NBA após 4 anos. Algo fantástico.
Na minha vida sempre fui muito otimista, mas confesso que quando a temporada começou, em Novembro de 2007, eu não esperava ver o time do confuso-Bryant passar do 1o round dos playoffs.

De lá para cá houve acontecimentos demais para eu relatar apenas hoje. Pedidos de troca, espectativas por grandes contratações, dúvidas e mais dúvidas, evoluções, contusões, MVP, playoffs... Quem quiser ver isso resumidamente, procure "Laker Rhapsody" no Youtube, uma paródia do clássico Bohemian Rhapsody do Queen.

O fato é que "Lakers só de Kobe" é na verdade o Lakers dos fortes Kobe, Gasol, Odom e Fisher, e dos jovens Farmar, Vujacic, Turiaf e Andrew Bynum. O fato é que esse time terminou no topo da Coferência Oeste mais disputada dos últimos anos na temporada regular e varreu o atual campeão San Antonio Spurs, sem dúvida o time mais respeitado nos últimos 3 ou 4 anos.

Essa franquia é feita de vitórias. É assim desde seu nascimento em 1948. Chegar à final é algo que o Lakers está acostumado a fazer praticamente a cada dois anos de sua história (são 29 finais em 60 anos). Portanto, a comemoração de agora é pela volta da equipe a onde ela sempre esteve por perto. Esse é um Lakers ainda novo e cheio de talento. O título pode até não vir mês que vem. O mais legal é saber que isso é apenas o começo de um tempo... tempo esse que pode vir a ser uma nova Dinastia. As palavras de Kobe logo após recever o prêmio de MVP desta temporada expressam bem aquilo que todos os lakerianos querem falar: Get this party started!