por Fabrício Watanabe
Terminei meu último post falando que o Lakers ia a Boston sem nada a perder. O espírito apareceu no primeiro quarto, mas depois disso pareceu que a equipe cansou, e daí até o final, foi um massacrate celticano.
Como esse foi praticamente um jogo de de um quarto só, prefiro deixar a análise final, tanto do Lakers, quanto do Celtics.
Los Angeles Lakers
Como já foi dito, foi a grande surpresa da temporada. Mesmo com algumas dificuldades (principalmente contusões), foi cada vez crescendo mais e conquistou um memorável título de conferência, sem dúvida uma das mais fortes de toda história da NBA.
Para chegar às finais atropelou times fortíssimos, que no papel poderiam ser facilmente apontadas como mais fortes que a equipe de Boston. Comandado por Kobe, mostrou um ataque potente e variado, além de uma defesa eficiente.
Bryant: Cansaram de falar que ele teve um grande amadurecimento, e que finalmente aprendeu a liderar uma equipe. Foi o melhor jogador da pós-temporada e, como já era previsto, sofreu uma marcação duríssima e acabou tendo seu volume prejudicado. Em inúmeros momentos em toda a série final jogou praticamente sozinho, o que não impede qualquer Kobe, Bird, Shaq ou Jordan de vencer um campeonato.
Gasol: Diria que jogou abaixo do esperado em pelo menos 75% dos jogos da pós-temporada, sempre caracterizado por uma certa moleza e falta de agressividade. A diferença é que Boston foi de fato a única equipe que deu muito trabalho (lógico) ao Lakers. Kobe sentiu falta de sua ajuda ofensiva. Na final, foi bem apenas no jogo 5. Terá toda uma temporada para se acostumar com a pressão de jogar num time de enorme expressão e com certeza se dará ainda melhor do que deu esse ano, principalmente com Andrew Bynum ao seu lado.
Odom: Depois da vinda do Gasol teve uma ótima temporada, ajudando o time em tudo. Também deixou a desejar nas finais. Às vezes pareceu meio desligado. Porém ainda demonstrou um pouco mais de disposição e atenção do que o alienado espanhol. Certamente será outro que vai se dar melhor ano que vem.
Fisher: Fez dois bons jogos na final e foi apagado nos outros quatro. Sabe-se que ele não é um armador de primeiro nível, mas fez muito bem em voltar para a Califórnia. Sua experiência, liderança, defesa forte e seus arremessos contribuíram bem. Deve manter a posição de armador do lakers ao menos segura nos próximos dois anos.
Radmanovic: O "Space Cadet" fez jus ao apelido invetado por Phil Jackson. É um excelente chutador, e só. Depois de um ano ridículo, fez uma temporada boa. Porém durmiu demais e andou no mundo da lua na série final, e acabou ficando com a missão de marcar (ou quem sabe "correr atrás") o homem dos verdes: Paul Pierce. Ainda é aquele tipo de jogador que complementa bem um elenco, mas poderia ser envolvido em alguma negociação.
Vujacic / Farmar: A dupla dinâmica até apareceu, mas sentiu os jogos da final, mas antes de chegar nesses últimos seis jogos, teve uma temporada extraordinária e contribuiu demais para o time titular. Eram os líderes da "segunda unidade" e são boas promessas. A diretoria deve se mobilizar para renovar com Sasha nessa offseason e se preparar para fazer o mesmo com Jordan ano que vem.
Turiaf: O símbolo da raça e vontade da defesa lakeriana sumiu na final. É limitado, mas um jogador com esse carisma é bom em qualquer ambiente. Se for possível, deve ser renovado também.
Walton: Seu basquete parece o ciclo hormonal de uma mulher. Tem um ou dois picos e depois despenca. Se posiciona e passa bem, mas é muito pouco pelo que ganha. Seu contrato deve atrapalhar os planos do time.
Ariza: Não esteve bem para jogar os playoffs. Foi uma aquisição importante feita pelo GM Mitch Kupchak e será uma ótima peça para trazer energia e atleticidade do banco.
Phil Jackson: Ele mesmo sempre disse que não gostava de trabalhar com novatos. Esse time tem muitos, e o lado negativo de sua característica é justamente a falta de uma "mexida" no ânimo dos jogadores. Mas confiou a temporada inteira neles, bem como nas finais (na verdade, até demais). Alguns atos feitos nessa final podem ser contestada. Já tem uma extensão contratual e terá um time cada vez mais talentoso em suas mãos.
Por hoje é só. Amanhã vem a segunda parte da análise com os comentários dos jogadores do campeão Boston e uma pequena introdução para o que há por vir temporada que vem.
quarta-feira, 18 de junho de 2008
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